quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Vídeo aula - A resiliência da política de subsídios agrícolas dos Estados Unidos






Vídeo Aula gravada para o Prêmio Capes de Tese 2015. O post é um registro (tardio) dela.

Resumo da tesePara a realização do estudo “A resiliência da política de subsídios agrícolas nos Estados Unidos,” Lima recorre à noção de Complexo Agroindustrial (CAI), com o intuito de examinar a fonte do poder político que mantém os programas de subsídios em funcionamento, mesmo diante de toda contestação estadunidense e estrangeira a eles.
Segundo o autor, os subsídios conferem às fazendas a capacidade de continuar funcionando numa lógica que privilegia os negócios de diversos segmentos dos CAI, apesar de elas serem frequentemente deficitárias. Neste contexto, é improvável que as políticas de subsídio sejam resultado apenas do interesse de grupos de produtores agrícolas.
O objetivo da tese não é refutar a análise pluralista – a dominante – da concessão de subsídios agrícolas. É oferecer um ângulo alternativo e complementar para a análise deste fenômeno. “O estudo sobre a economia política dos CAI demonstra que diversos interesses, incluindo os de Estado, compõem os consensos que ordenam o funcionamento da acumulação capitalista nos referidos Complexos”.
As fazendas produtoras de commodities subsidiadas são peças importantes para a dinamização de setores intimamente ligados à sofisticada agricultura estadunidense, dos quais destacamos quatro: fornecedores de insumos agrícolas (maquinário, químicos, sementes etc.); processadores (indústria alimentícia e de rações, mercadores); serviços financeiros (crédito, seguros); setor imobiliário (proprietários de terras). O Estado, por sua vez, é ator interessado neste modelo e não apenas uma arena onde grupos societais travam disputas políticas.
Conclui-se que a resiliência dos subsídios agrícolas nos EUA decorre de uma fonte de poder político maior e mais complexo do que o que emana das cerca de 40% de fazendas americanas que os recebem.



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